segunda-feira, 6 de julho de 2009

aos 13 a paris

Stella - fui assistir no Cine Bombril essa semana.
sublime.



uma fotografia incrível. dona de um verde, um ciano. nada quente.
o universo apresentado: a vida de uma menina de 11 anos em Paris. seus pais são um tanto jovens ainda, têm um bar e moram em cima. o filme mostra os conflitos que ela tem consigo mesma dado o ritmo de vida e suas relações com a família e amigos do bar.
um filme frio, distante, tecido de pensamentos da protagonista ironizando o mundo e as pessoas à sua volta, principalmente da nova escola.

logo Stella se torna amiga de Gladys, uma menina inteligente da sala, e rica, e culta, e judia. universos opostos, Stella de cara se sente ignorante ao lado de Gladys e, sozinha, busca ler e ouvir música - hobbies de Gladys. Através da cultura, Stella percebe um outro nível de amadurecimento, não sendo através da vida noturna e pesada do bar ou no interior com sua amiga de infância rebelde.


saí da sala com Aos Treze, aquele filme horrível, fresco. lógico, a produção francesa de Stella trouxe o mesmo tema com o tratamento não só refinado e sensível - como de costume - mas complexo e sem açúcar. é pesado para o parâmetro francês e delicadíssimo para o internacional. uma obra-prima.

a arte revela uma atmosfera setentista. mas vendo agora no site, se passa em 1997 (?). mesmo assim, texturas e cores impecáveis. o figurino é bem completo, trazendo cores densas e escuras para os pais (principalmente para a mãe) e mais vivas para as crianças da escola e Gladys.
a direção de atores, também, impecável. a atriz mirim, excelente!


Site Oficial


Gênero: Drama
Direção:
Sylvie Verheyde
Fotografia: Nicolas Gaurin
Direção de Arte:
Thomas Grézaud
Montagem: Christel Dewynter
Trilha Sonora: NousDeux the band

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Just a Dream

E fui ver Foi Apenas um Sonho. depois de ver sobre na internet, me interessei pelo filme, apesar de todos os pesares (como o bonito, mas fraco, Leo diCaprio). o filme é realmente lindo. Gostei muito, aprovadíssimo. O tema é surpreendente: a américa nos anos 50. Ah sei, você já assistiu coisas do tipo, eu sei, eu tb... mas esse se destaca por trazer esse anos 50 à atualidade. são assuntos tão corriqueiros e atuais. essa é a verdade. nada parece ser exclusivo daquele momento. o diretor, Sam Mendes, é o responsável por Beleza Americana! gostou do filme? provavelmente gostará tb desse! Foi Apenas Um Sonho tem a mesma proposta, uma crítica muito semelhante, mas que atinge o início do problema que ele critica em Beleza. é sarcástico, mas tratado de forma mais delicada, um tanto água com açúcar (principalmente na fotografia). Kate Winslet sempre como a mulher revolucionária (ora a princesa q se apaixona pelo plebeu - titanic; ora a louca de cabelos coloridos impulsiva - brilho eterno; ora o q quer q seja) mas ainda assim brilhante! ela é estupenda - fiquei com ela o filme inteiro, lendo cada traço do rosto, consumindo cada movimento! é a personagem principal. ela representa todos os desejos de todos nós, ela é aquela que percebe a opressão americana e busca por uma vida melhor, fora do país. Age como o id, talvez?! 'eu quero sair, quero mudar de vida, quero ir para Paris e mudar tudo! vamos tentar'. mulher demais para o nosso Leo, q está ainda mais bonito e ainda insuficiente. não convence o tempo todo. talvez o ego do filme? ele quem dita o q realmente vai acontecer, se ouvirá sua esposa-id ou se aceitará o que a américa lhe oferece (essa sim, como o super-ego, oferecendo salário maior, casa, tratamentos, para que ele continue trabalhando para ela).


enfim, altamente recomendado. claro q se déssemos esse mesmo roteiro para um diretor francês ele faria algo sublime. falta uma percepção extra-sensorial na foto, na narrativa, na arte que seria incrivelmente bem explorado por um french. cairia como uma luva. quem assistir, entenderá pq!


Gênero: Drama
Direção:
Sam Mendes
Fotografia: Roger Deakins
Direção de Arte:
Kristi Zea
Montagem: Tariq Anwar
Trilha Sonora: Thomas Newman

http://www.foiapenasumsonho.com.br/

terça-feira, 7 de outubro de 2008


alex gross, outer space




indigestão;
um chá para digestão?
um momento de reflexão
um instante de introspecção
um segundo de vibração
um recorde de assombração.

sábado, 13 de setembro de 2008

reflexão pré-aula


estava eu, lá naquele grande ambiente com uma grande variedade e quantidade de objetos dizendo 'compra-me', na minha usual resistência a esse pedido, pensando 'disso eu preciso, disso eu quero distância!' quando reencontrei aquela forma.
aquela forma, sedutora e reticulada. ela não diz 'compra-me', ela diz o contrário: 'somente se você realmente achar que merece' e eu nunca achei. mesmo pelo berço, que tanto rejeito, por uma mãe que por algum motivo não capta esses pedidos desses objetos, ou capta tão bem que os ignora, mas eu fiquei, pela centésima vez na tentação.
as cores, tão sublimes e aristocráticas (pode imaginar algo mais aristocrático do que, em tons pastéis, algo vinho-escuro-amora rodeada por um vidro lacrado por um azul -não o plástico- mas o azul celeste, direcionado para o royal?! e escrito em tons claros de bege, os tons da pele do rei francês - por que não o criador dessa sedução - 'rhapsodie de fruit' em letras garrafais.)
encontrei meu objeto.
comprei, tomei posse, suspendi, ou suspendeu, todos os meus sentidos, de que adiantaria resistir a mais um ano me deparando com aquilo que se depara comigo semanalmente. a sedução foi além, perdi o juízo, esqueci meu super-ego na prateleira anterior, e me dirigi à posse eterna daquele cuja validade é 27/10/2010; e pensei 'me dirijo mesmo!'
já não me lembrava mais daquele sabor, de toda a rapsódia (que palavra sugestiva 'tenho tanto que serei sempre mais do que o resto', pretenciosa, vagabunda!) das mais diversas e européias frutas.
claro, todo o gosto que eu criei naquele momento foi por água abaixo no segundo momento (CENA 2 - INT/MANHÃ - COZINHA) em q coloquei a rapsódia na boca, e não apenas o gosto, como outras prévias e, sim, ignoradas pela situação reflexões me vieram à tona, de maneira não-muito-nem-das-mais sadias.
talvez a torrada baudduco, tão barata, deva ser mais gostosa.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

sobre a exposição

com uma sutilíssima adaptação, venho copiar o que acabei de escrever em outra página, e que diz respeito a tudo encontrado na internet, desde blogs, flogs, youtubes, foruns....


"o porquê dessa exposição?

de imediato me lembro às páginas que visito constantemente, que não por acaso me deram origem à essa questão tão 'pretenciosa', internautas, pela forma dada ao conteúdo dessas. para clarear, certos autores colocam suas questões, idéias, textos (ou melhor, acham como meio de expressão na internet) de forma tão subjetiva, mas tão subjetiva, que ninguém entende nada ou que cada um entende o que quer da parte que quer. ou seja, esvaziam-se textos, destroem-se idéias e portanto, não encontramos mais sentido para voltar a ler, ou ao menos a dar valor às palavras desses autores.
o nível de abstração chega a ser tamanho, que o próprio texto, no nível compreensível (geralmente no final), se mostra ambíguo ou até mesmo alterado.
o ponto é que, creio piamente eu, se quiser expor as suas idéias, que a faça com clareza, como eu, aqui, nesse exato post. OU se quiser contar algo, colocar pra fora, desabafar.... compre um diário.
caio assim na pergunta inicial: para quê a exposição, uma vez que o ridículo se impregna tão facilmente?"

de quebra, atualizo isso! e peço, como sempre, virou clichê, desculpas pelo sumiço... mas ocupações constatemente me chamam!

sábado, 12 de julho de 2008

descarga


Realmente, superei meu limite... post passado escrevo 'não vou sumir, agora estou de férias!' e sumo... mas tem um bom motivo: não fiquei de férias realmente! no 3º dia livre de obrigações, me ligaram de um lugar q fiz entrevista de emprego... to trabalhando lá desde então! heheheh foda!

tenho assistido a alguns filmes que me deixaram com vontade de postar algo. o principal: Wall-e. adorei a crítica... mas não vim comentar dele... posso até fazer isso outro dia...

porém, terminei, hoje, Flush. Flush, um leve e sutil romance de Virginia Woolf, que me chamou a atenção na livraria e me deu vontade, mais, de saber tudo e ler tudo da escritora. obviamente, a primeira coisa q fiz foi assistir As Horas, um dos meus preferidos.

Flush é a história de um cão, cocker spaniel, em 1850 pra frente, em uma Londres não mto diferente da atual. A história é basicamente sobre a vida dele, o cão realmente existiu e era de uma poetisa, amiga de Woolf, uma tal de Elizabeth Barrett Browning - tida como inválida, por passar a vida toda dentro de seu quarto, isolada, até que foge para a Itália para se casar a relação entre os dois é uma das coisas que mais gostei na história, e a forma pela qual é explorada. A biógrafa relata 'a Srta Barret era uma poeta, Flush era um cão' e sobre isso ela desfragmenta os sentimentos e pensamentos deles; desenvolve como uma se expressa totalmente pelas palavras, e o outro pelo corpo, pela reação.
o outro aspecto, o que mais me chamou a atenção desde o início, era o fato de ter como protagonista um cão de raça, seleto, vivendo no meio da aristocracia urbana do XIX. Flush é um verdadeiro burguês que se identifica como tal e se revela fútil, superficial, mas ao mesmo tempo é um herói, e 'fofo'.

de início, a biógrafa descreve sobre a importância e a origem das raças para esta sociedade. como esses cães eram tidos, comprados, valorizados, tratados. a importância do topete, o formato do focinho, o contorno das orelhas... traduz como a aristocracia costuma catalogar e valorizar necessariamente coisas pequenas e distantes, como o sangue de um animal.

Flush é tido como a primeira biografia de Virginia. Mas biografia de quê? Necessariamente do cão? segundo alguns trechos de nota de rodapé, notas do autor, pesquisa na internet, descobri que Flush é mais que o cão em si, é um retrato da sociedade burguesa londrina da época, é um retrato sobre essas escritoras (na srta Barret, que as representa - e q por isso também é relacionada como a própria Virginia). vai além.

sem dúvida, achei Flush incrível. o livro é no mínimo encantador e Virginia faz descrições das percepções sensoriais do cão de maneira absurda. é incrível, é lindo de se ler. ela traz visões, cheiros, texturas. e vida, ao cão, e à dona.


links:
http://etext.library.adelaide.edu.au/w/woolf/virginia/w91f/ - Flush, completo e em inglês
http://en.wikipedia.org/wiki/Flush:_A_Biography - Flush na Wikipedia

terça-feira, 10 de junho de 2008

Tecnologia, vídeo, arte.



Tecnologia, vídeo, arte.

quando eles se juntam.
quando eles se separam?


Captação: Lilian Kim
Edição: Mrcl

obrigado drif2! =]